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	<title>Bruno Linhares</title>
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	<description>Um blog sobre Comunicação, Marketing, Filosofia e Cultura</description>
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		<title>Bruno Linhares</title>
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		<title>Certificação Digital e o Código da Internet</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Jan 2011 13:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brunolinhares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Certificação Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[A internet está em plena ebulição – uma das mudanças mais importantes é a ampliação da Certificação Digital, garantindo a identificação dos entes que se comunicam através desta. A essas novas exigências se contrapõe hábitos arraigados e uma cultura proveniente da primeira fase da web. Este artigo busca discutir essas contradições, sua origem e formas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=128&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://brunolinhares.files.wordpress.com/2011/01/codigo_da_mentira.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-129" title="Codigo_da_Mentira" src="http://brunolinhares.files.wordpress.com/2011/01/codigo_da_mentira.jpg?w=150&#038;h=139" alt="" width="150" height="139" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><em>A internet está em plena ebulição – uma das mudanças mais importantes é a ampliação da Certificação Digital, garantindo a identificação dos entes que se comunicam através desta. A essas novas exigências se contrapõe hábitos arraigados e uma cultura proveniente da primeira fase da web. Este artigo busca discutir essas contradições, sua origem e formas de superá-las.</em></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo Clotaire Rapaille, antropólogo francês especializado em comportamento do consumidor, o “Código da Internet” é a “Mentira”. O pesquisador traz em seu método o estudo do que ele considera o “Inconsciente Cultural”, povoado por arquétipos que constroem a Cultura de um povo. A identificação desses arquétipos e o estudo dos seus “códigos” propiciariam maior compreensão sobre reação das pessoas e as emoções associadas a determinadas vivências, objetos e imagens, inclusive hábitos de consumo e a relação entre os consumidores e as marcas.</p>
<p style="text-align:justify;">De fato, no caso específico da internet, existem inúmeros exemplos da inexistência de um estrito compromisso com a veracidade, seja de narrativas seja da identidade dos usuários. Inúmeras situações de simulação e de falseamento convivem com uma rigorosa noção de liberdade individual, compondo um espaço “libertário”, no qual tudo, ou quase tudo, é válido em termos de comunicação. Faz parte dessa cultura o uso de pseudônimos e o respeito ao anonimato, dentro do amplo guarda-chuva da liberdade de expressão.</p>
<p style="text-align:justify;">Por outro lado, a disseminação da internet pela sociedade e a proliferação de aplicações profissionais, seja na esfera dos negócios seja como ferramenta de políticas públicas e de regulação social, cria um contraponto a situação presente – é necessário garantir a identidade e a veracidade das informações dos entes que se comunicam. Daí a relevância da Certificação Digital para que sigamos usufruindo dos benefícios econômicos, sociais e políticos da desmaterialização de processos e da redução da burocracia, conseqüências diretas do aprofundamento do uso da internet.</p>
<p style="text-align:justify;">As contradições existentes entre o uso da web para o entretenimento e relações sociais e as suas novas funções dentro do aparato produtivo e da superestrutura legal são, na minha opinião, totalmente naturais e esperadas no processo de amadurecimento da internet. Mas não devemos subestimar as resistências que iremos encontrar para ampliar a certificação para além do que pode ser obtido por exigências legais. Mesmo que não se concorde totalmente com as conclusões de Rapaille, me parece claro que barreiras culturais devem ser vencidas e os hábitos arraigados de toda uma geração de usuários precisam sofrer ajustes.</p>
<p style="text-align:justify;">Sem perder de vista a importância da garantia da plena liberdade de expressão e do caráter completamente voluntário da certificação para o uso fora da esfera profissional e institucional, os envolvidos na disseminação da Certificação Digital devem realizar um esforço de envolvimento dos usuários e da sociedade, permitindo que conheçam as vantagens e compartilhem dos valores deste novo processo. Como toda Revolução e com uma História tão recente, o fenômeno da internet ainda está em plena ebulição – muitas e emocionantes mudanças vão continuar acontecendo. Mas os contornos do futuro dependem também do que realizarmos agora.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/brunolinhares.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/brunolinhares.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/brunolinhares.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/brunolinhares.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/brunolinhares.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/brunolinhares.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/brunolinhares.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/brunolinhares.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/brunolinhares.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/brunolinhares.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/brunolinhares.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/brunolinhares.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/brunolinhares.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/brunolinhares.wordpress.com/128/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=128&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Certificação Digital e o Desenvolvimento Social</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Dec 2010 23:47:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brunolinhares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Certificação Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Internet e o futuro]]></category>

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		<description><![CDATA[Já é conhecido o impacto positivo da ampliação certificação digital sobre os custos empresariais. A redução das despesas das empresas está ligada à desmaterialização de processos e a eliminação da burocracia legal, efeitos diretos da utilização desta nova tecnologia e da internet em larga escala. O Brasil, um dos países em que o processo de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=122&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://brunolinhares.files.wordpress.com/2010/12/certificac3a7c3a3o_desenvolvimento_social.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-123" title="Certificação_Desenvolvimento_Social" src="http://brunolinhares.files.wordpress.com/2010/12/certificac3a7c3a3o_desenvolvimento_social.jpg?w=150&#038;h=118" alt="A Certificação Digital e o Desenvolvimento Social" width="150" height="118" /></a>Já é conhecido o impacto positivo da ampliação certificação digital sobre os custos empresariais. A redução das despesas das empresas está ligada à desmaterialização de processos e a eliminação da burocracia legal, efeitos diretos da utilização desta nova tecnologia e da internet em larga escala.</p>
<p style="text-align:justify;">O Brasil, um dos países em que o processo de certificação é profundamente original quanto à velocidade e amplitude de sua adoção, está construindo um ciclo virtuoso, a partir do qual a competitividade de nossa economia e das nossas empresas aumenta na medida em que outros setores venham a aderir a essas práticas que vão crescentemente se universalizando e potencializando os benefícios econômicos para o conjunto das cadeias produtivas.</p>
<p style="text-align:justify;">O que pouco se discute são os outros benefícios da certificação, aqueles que afetam positivamente segmentos sociais mais amplos do que o empresariado. De maneira geral, a simplificação dos processos sempre esteve relacionada à redução da mão de obra empregada. Desta fonte vem boa parte da redução dos custos. O que cria um efeito dúbio – se por um lado o excedente significa melhores condições para concorrer no mercado global, com suas implicações na renda do conjunto da população, por outro os efeitos sociais para o mundo do Trabalho são os conhecidos.</p>
<p style="text-align:justify;">Se esta foi a ênfase das transformações tecnológicas da década de 1990, atualmente o efeito da adoção de novas tecnologias, em particular a certificação, tem efeitos benéficos para a base da pirâmide social. Um dos primeiros efeitos positivos vem da corajosa postura da Receita Federal Brasileira, ponta de lança na adoção da certificação pela sociedade. Esta estratégia, combinada com um inédito esforço de fiscalização, reduziu significativamente a sonegação, provendo o Estado de recursos a serem aplicados em Educação, Saúde e outras ações de base, que ajudam a eliminar a miséria e a promover o desenvolvimento social. Recursos que anteriormente eram privada e ilegalmente acumulados hoje se colocam à disposição da sociedade.</p>
<p style="text-align:justify;">As aplicações da certificação digital em Saúde permitem maior transparência nas relações entre as empresas de saúde e os gestores públicos. Isto pode significar uma redução de custos e sua reaplicação de forma a prover melhores condições de atendimento à população. A universalização do uso do prontuário digital promoverá uma verdadeira revolução no atendimento, caso consorciada a construção de uma rede integrada de atendimento. Podemos estar no limiar de outras transformações profundas em termos de Saúde Pública, com o suporte de novas tecnologias e novas práticas de gestão.</p>
<p style="text-align:justify;">Na área do Direito, a morosidade da Justiça é um problema reconhecido por toda a sociedade. A certificação digital pode ser um mecanismo extremamente eficaz para suprir as atuais carências, permitindo uma agilização da tramitação de processos. A redução dos custos da Justiça para os cidadãos e a melhoria das condições de trabalho para advogados, serventuários e magistrados são outros benefícios diretos da adoção em larga escala da certificação e do peticionamento eletrônico.</p>
<p style="text-align:justify;">Do ponto de vista ambiental, a redução do uso de toneladas e toneladas de papel, tinta e outros insumos que são substituídos por informações em dispositivos eletrônicos é o grande trunfo obtido a partir da certificação e do uso da internet como mecanismo de comunicação e gestão.</p>
<p style="text-align:justify;">Esses são alguns exemplos das grandes vantagens da introdução da tecnologia direcionada ao bem estar social. Sob a direção do ITI – Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, estamos em nosso país seguindo este caminho de unir, também no campo da tecnologia, a melhoria das condições econômicas com o desenvolvimento humano e social.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/brunolinhares.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/brunolinhares.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/brunolinhares.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/brunolinhares.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/brunolinhares.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/brunolinhares.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/brunolinhares.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/brunolinhares.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/brunolinhares.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/brunolinhares.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/brunolinhares.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/brunolinhares.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/brunolinhares.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/brunolinhares.wordpress.com/122/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=122&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Razões de Estado</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 14:56:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brunolinhares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A prisão de Julian Asenge demarca um novo momento nas relações entre os Estados e a Internet. O ataque ao criador do site WikiLeaks, sob o manto de obscuras alegações de crime sexual, inaugura a criminalização da livre expressão na web, uma das principais revoluções em termos de Comunicação Social da História. Para os círculos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=115&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://brunolinhares.files.wordpress.com/2010/12/wikileaks_censurado.jpg"><a href="http://brunolinhares.files.wordpress.com/2010/12/wikileaks_censurado1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-119" title="WikiLeaks_Censurado" src="http://brunolinhares.files.wordpress.com/2010/12/wikileaks_censurado1.jpg?w=150&#038;h=78" alt="WikiLeaks Censurado" width="150" height="78" /></a><br />
</a>A prisão de Julian Asenge demarca um novo momento nas relações entre os Estados e a Internet. O ataque ao criador do site WikiLeaks, sob o manto de obscuras alegações de crime sexual, inaugura a criminalização da livre expressão na web, uma das principais revoluções em termos de Comunicação Social da História.</p>
<p style="text-align:justify;">Para os círculos conservadores, o espaço livre da web sempre foi uma preocupação. Com a internet se rompem as barreiras de controle, sejam econômicas ou políticas, sobre a criação e difusão de conteúdo, dando condições para o desenvolvimento de novas formas de comunicação e o fortalecimento de veículos com independência frente aos grandes grupos econômicos. Aqui mesmo no Brasil, segue tramitando o projeto do Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que busca impor limitações à web brasileira. Projetos semelhantes são discutidos em outros países ditos democráticos, para não falarmos das ações da China e de outros governos que buscam filtrar e censurar o acesso à web.</p>
<p style="text-align:justify;">Em seu mais recente feito, Asenje e seu WikiLeaks conseguiram desnudar os meandros da diplomacia norte-americana, criando sérios problemas para as relações da superpotência dominante nos quatro cantos do planeta. Permitiu-nos também compreender um pouco melhor a visão geopolítica da burocracia do Império e o grau de primitivismo e de ignorância em que evolui este “pensamento”.</p>
<p style="text-align:justify;">Isto bastou para que a defesa das liberdades tenha sido prontamente esquecida pelos que cotidianamente se arvoram como os baluartes da Democracia. Das profundezas do conservadorismo norte-americano, viés “Tea Party”, surgem demandas pela “execução” de Asenje, com qualquer verniz “libertarian” guardado para os momentos de festa. Em termos de ação concreta, fecha-se o cerco sobre o veículo – fundos são bloqueados, hospedagem em servidores é eliminada, meios de pagamento e arrecadação de recursos fecham as portas. Uma perseguição digna de qualquer “thriller” de espionagem.</p>
<p style="text-align:justify;">A velha mídia, inclusive a brasileira, cala-se frente ao escândalo desta ação articulada contra a liberdade de expressão.  Nenhum editorial rompe o silêncio sepucral que emana da narração fria dos fatos, com direito a “opiniões” dos comentaristas alinhados com a ação do governo norte-americano e de seus aliados.</p>
<p style="text-align:justify;">Para os seus detratores e perseguidores, não importa que o WikiLeaks não seja responsável pela obtenção das informações “confidenciais”, atividade que eventualmente poderia incorrer em crime conforme a legislação de cada país. Basta que tenha se proposto a veicular, a difundir as informações disponibilizadas por terceiros. A defesa das fontes sempre foi uma prerrogativa da Imprensa, que tem como missão maior garantir que informações, consideradas secretas ou não, cheguem ao conhecimento da sociedade.</p>
<p style="text-align:justify;">A defesa do direito à informação e ao conhecimento sobre a ação e o funcionamento dos Governos é uma conquista da Civilização. Não devemos nos calar neste momento em que tais conquistas são colocadas em risco em nome das razões de Estado.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/brunolinhares.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/brunolinhares.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/brunolinhares.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/brunolinhares.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/brunolinhares.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/brunolinhares.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/brunolinhares.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/brunolinhares.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/brunolinhares.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/brunolinhares.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/brunolinhares.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/brunolinhares.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/brunolinhares.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/brunolinhares.wordpress.com/115/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=115&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 18:20:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brunolinhares</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Internet e o futuro]]></category>
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		<description><![CDATA[O queridinho das mídias sociais em 2009, o Twitter, tem perdido tráfego nos Estados Unidos, berço do fenômeno. A Nielsen, comScore e o Compete apresentam dados sobre o último bimestre do ano passado, que se divergem do grau, são unânimes em confirmar a redução dos acessos ao Twitter neste país. É o primeiro sintoma de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=111&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://brunolinhares.files.wordpress.com/2010/02/queda_twitter.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-112" title="queda_twitter" src="http://brunolinhares.files.wordpress.com/2010/02/queda_twitter.jpg?w=700" alt="Twitter em Queda ?"   /></a>O queridinho das mídias sociais em 2009, o Twitter, tem perdido tráfego nos Estados Unidos, berço do fenômeno. A Nielsen, comScore e o Compete apresentam dados sobre o último bimestre do ano passado, que se divergem do grau, são unânimes em confirmar a redução dos acessos ao Twitter neste país.</p>
<p style="text-align:justify;">É o primeiro sintoma de baixa após um crescimento vertiginoso, aclamado também aqui <a href="http://brunolinhares.wordpress.com/2009/08/05/a-febre-do-twitter/" target="_blank">neste espaço</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o que representa esta redução ? Uma efetiva perda de interesse do público norte-americano ou uma migração para a miríade de aplicativos criados sobre a plataforma e que permitem o seu uso a partir de outros espaços, como o Twitpic ? Enquanto não existirem estatísticas que englobem também essas fontes de acesso, não teremos ainda um quadro mais claro.</p>
<p style="text-align:justify;">Outro elemento importante é a relação entre emissores de mensagens e os usuários do Twitter – 90% das mensagens são originadas de somente 10% mais ativos, contra uma concentração média de 30% de geração de conteúdo entre maiores emissores em outras grandes mídias sociais. Este “desbalanceamento”, que de certa forma aproxima o veículo das mídias tradicionais, pode representar uma eventual causa de exaustão.</p>
<p style="text-align:justify;">Os comentaristas ainda não se arriscam a interpretações definitivas mesmo porque ainda cresce a utilização em outros países, inclusive no Brasil, e o comportamento dos usuários não está claramente identificado. Mas já espocam candidatos ao “podium” das mídias sociais emergentes de 2010, como o <a href="http://foursquare.com/" target="_blank">Foursquare</a>, mas este já é assunto para outro post.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/brunolinhares.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/brunolinhares.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/brunolinhares.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/brunolinhares.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/brunolinhares.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/brunolinhares.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/brunolinhares.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/brunolinhares.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/brunolinhares.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/brunolinhares.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/brunolinhares.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/brunolinhares.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/brunolinhares.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/brunolinhares.wordpress.com/111/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=111&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Bons Ventos no e-commerce brasileiro</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 22:53:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brunolinhares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise Economica]]></category>
		<category><![CDATA[e-commerce]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>

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		<description><![CDATA[Boas novas chegaram do e-commerce brasileiro neste primeiro semestre. Contrariando as previsões iniciais após o deslanchar da crise, inclusive as minhas, expressas neste blog, o patamar de crescimento permanece  elevado – a taxa do 1º semestre de 2009 em relação a igual período de 2008 foi de 27%,  ligeiramente inferior ao incremento observado em todo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=108&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-109" title="Bons Ventos no e-commerce brasileiro" src="http://brunolinhares.files.wordpress.com/2009/08/ventos_ecommerce.jpg?w=700" alt="Bons Ventos no e-commerce brasileiro"   /></p>
<p style="text-align:justify;">Boas novas chegaram do e-commerce brasileiro neste primeiro semestre. Contrariando as previsões iniciais após o deslanchar da crise, inclusive as minhas, expressas neste blog, o patamar de crescimento permanece  elevado – a taxa do 1º semestre de 2009 em relação a igual período de 2008 foi de 27%,  ligeiramente inferior ao incremento observado em todo ano de 2008, que atingiu cerca de 30%.</p>
<p style="text-align:justify;">Se compararmos o crescimento do primeiro semestre de 2009 com o do mesmo período de 2008, podemos verificar no entanto que a crise cobra seu preço. No 1º semestre de 2008, chegamos a 46%, quase 20 pontos percentuais acima do resultado deste semestre. Mas basta conferir o que ocorreu no último Natal do e-commerce, com apenas 15% de aumento de vendas, para verificar que já podemos falar em uma importante reversão de expectativas.</p>
<p style="text-align:justify;">É verdade que os efeitos da crise econômica mundial foram menos severos para o Brasil e que os problemas de venda do varejo como um todo no fim de 2008 deveram-se menos a fatores econômicos e sociais reais e mais a queda da confiança dos consumidores, embalados pelas notícias vindas do “front” econômico. Na Internet este fator foi ainda mais intenso devido ao maior nível de informação dos consumidores do canal.</p>
<p style="text-align:justify;">O que está ocorrendo então no e-commerce brasileiro ? Se prossegue o crescimento da população digitalmente incluída e, em paralelo, o aumento do número de pessoas que compraram através da Internet – já chegamos a faixa de 15 milhões, outros fenômenos também ajudam  a manter o e-commerce aquecido. Um deles é a contínua ampliação da compra de produtos de maior valor agregado, com o conseqüente aumento do ticket médio. Particularmente os eletrodoméstico, sob o efeito da redução do IPI, chegaram a 4ª posição em  volume de pedidos, resultado inédito, superando a compra em eletrônicos sob este critério.</p>
<p style="text-align:justify;">Outro fator, interessantíssimo, é o crescimento impressionante de pequenas e médias operações na Internet. Todos que acompanham o e-commerce, há muitos anos esperavam a redução da concentração, irreal em termos de varejo e que só demonstrava a insipiência da Internet como canal de venda. Mas o rápido aumento das opções e sua aceitação pelos consumidores já nos mostra que estamos em outro nível de maturidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Se verificarmos a situação do e-commerce nos EUA, o quadro é bem diferente. As previsões são de queda de 0,4% em 2009, contra a perspectiva de aumento de 28% no Brasil. Evidentemente a situação da economia norte-americana é bem pior, mas o nível de penetração das vendas pela web também é superior por lá – 9 entre 10 internautas irão comprar on line nos Estados Unidos neste ano. Antes mesmo da crise econômica, as taxas de crescimento acumulado apontavam uma menor taxa de incremento – o crescimento anual acumulado entre 2002 e 2007 foi de 23%, contra uma expectativa anual de 8,8% entre 2008 e 2013, no caso otimista de uma recuperação econômica a partir de 2010.</p>
<p style="text-align:justify;">Se as perspectivas são favoráveis no Brasil, ainda assim é necessário acompanhar com cuidado tanto o comportamento dos consumidores quanto a estratégia das empresas de varejo, que apesar do recente fim (ou da interrupção) de algumas “tradicionais” operações de e-commerce, precisam manter o nível de investimento e o foco na web, se quiserem incrementar ou mesmo manter sua fatia no mercado on line.</p>
<p style="text-align:justify;">Fontes: e-commerce no Brasil – WebShoppers20, e-bit, Estados Unidos – e-Marketeer.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/brunolinhares.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/brunolinhares.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/brunolinhares.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/brunolinhares.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/brunolinhares.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/brunolinhares.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/brunolinhares.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/brunolinhares.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/brunolinhares.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/brunolinhares.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/brunolinhares.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/brunolinhares.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/brunolinhares.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/brunolinhares.wordpress.com/108/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=108&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Febre do Twitter</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 21:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brunolinhares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Internet e o futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesses tempos de gripe, outra febre contamina o cenário do marketing interativo – o Twitter. Na verdade, o assunto há muito ultrapassou o segmento dos especialistas e dos antenados na web, atingindo boa parte da sociedade, ou pelo menos os setores que tem o hábito regular da leitura no país, o que se conta na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=101&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-106" title="Febre do Twitter" src="http://brunolinhares.files.wordpress.com/2009/08/febre_do_twitter.jpg?w=700" alt="Febre do Twitter"   />Nesses tempos de gripe, outra febre contamina o cenário do marketing interativo – o Twitter. Na verdade, o assunto há muito ultrapassou o segmento dos especialistas e dos antenados na web, atingindo boa parte da sociedade, ou pelo menos os setores que tem o hábito regular da leitura no país, o que se conta na casa das dezenas de milhões de pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">Não importa se não há interface em português disponível, ao contrário dos outros veículos sociais importantes. Muita gente é atraída, discute, comenta e até experimenta “twittar”. Já flagrei por aí inúmeras sérias discussões e “explicações” do fenômeno, em bares, na locadora de vídeo e até na feira da General Glicério (quem é do Rio de Janeiro, conhece). Após ser objeto de inúmeros blogs, capa de uma revista de circulação nacional e até matéria da indefectível “Exame”, o microblog ganha as ruas e os corações e mentes dos internautas (e até de outros curiosos ainda não inseridos digitalmente).</p>
<p style="text-align:justify;">Será o fenômeno duradouro? Qual o horizonte e, principalmente, qual o modelo de negócios sustentará a expansão do veículo?</p>
<p style="text-align:justify;"> As projeções do próprio Twitter apontam para um crescimento vertiginoso no mundo todo, conforme informações “hackeadas” e posteriormente publicadas em um blog francês. Outras fontes não são tão otimistas, como mostra o diagrama abaixo.</p>
<p style="text-align:justify;"> <img class="aligncenter size-full wp-image-103" title="Perspectivas para Evolução do Twitter" src="http://brunolinhares.files.wordpress.com/2009/08/evolucao_twitter1.jpg?w=700" alt="Perspectivas para Evolução do Twitter"   /></p>
<p style="text-align:justify;">A crítica de especialistas à projeção do Twitter está baseada nos critérios por ela utilizados – o mesmo fator de crescimento verificado nos EUA é projetado para o conjunto do planeta. Em minha opinião trata-se de um argumento válido, já que muito de sua efervescência ocorre justamente neste país, com grande parte das mensagens sendo postadas em inglês. Eventualmente o nosso país, no qual a cultura norte-americana exerce uma séria influência e a atração pela mídia social é grande, também pode representar outro pólo importante, destoante de outras sociedades menos afeitas ao seu uso.</p>
<p style="text-align:justify;">Por outro lado, o microblog representa uma forma muito simples e direta de expressão – ao contrário dos blogs convencionais que por mais descompromissados ainda exigem algum domínio de formas de expressão escrita mais elaboradas. E expressar-se e conectar-se com os amigos e a família são o maior interesse dos usuários do Twitter – 41% indicam ser o seu maior atrativo, conforme pesquisa da empresa norte-americana TNS. A este motivo, segue-se o de informar sua situação (mote inicial da ferramenta) – 29,1% e receber novas informações e manter-se atualizado – 25,8%. O seu uso por motivos profissionais ainda fica em quarto lugar, cerca de 21,7% das opções.</p>
<p style="text-align:justify;">Se, apesar da discrepância de perspectivas, é unânime a projeção de que ainda há um horizonte de crescimento, não se vislumbra por enquanto um modelo de negócios sustentável para o Twitter. Outras mídias sociais passaram ou estão passando pela fase de consolidação de suas receitas ou de sua lucratividade. Outros ainda, como a Second Life, uma febre de curta duração, praticamente ficaram no passado. O futuro do mecanismo dependerá da criação de formas de rentabilizar o gigantesco fluxo de informações que circulará por seu intermédio.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/brunolinhares.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/brunolinhares.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/brunolinhares.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/brunolinhares.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/brunolinhares.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/brunolinhares.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/brunolinhares.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/brunolinhares.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/brunolinhares.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/brunolinhares.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/brunolinhares.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/brunolinhares.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/brunolinhares.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/brunolinhares.wordpress.com/101/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=101&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Febre do Twitter</media:title>
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		<title>O Mito da Neutralidade</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 02:13:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brunolinhares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Economica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Internet e o futuro]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos argumentos utilizados pelos detratores da criação de conteúdo pelos usuários é o da neutralidade da “mídia profissional”, cujos integrantes teriam a responsabilidade (e a capacidade) de garantir a integridade do registro factual e da sua interpretação.   Esses “guardiões” do espírito crítico estariam ameaçados pela onda de amadores que por falta de preparo, ou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=97&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-96" title="Mito_da_Neutralidade" src="http://brunolinhares.files.wordpress.com/2009/07/mito_da_neutralidade.jpg?w=700" alt="Mito_da_Neutralidade"   /></p>
<p style="text-align:justify;">Um dos argumentos utilizados pelos detratores da criação de conteúdo pelos usuários é o da neutralidade da “mídia profissional”, cujos integrantes teriam a responsabilidade (e a capacidade) de garantir a integridade do registro factual e da sua interpretação.</p>
<p style="text-align:justify;">  Esses “guardiões” do espírito crítico estariam ameaçados pela onda de amadores que por falta de preparo, ou pior, movidos por objetivos escusos buscariam confundir ou manipular a opinião pública.</p>
<p style="text-align:justify;">  Quando se vislumbra, com a mente aberta e real espírito crítico, o panorama da comunicação social contemporânea outro quadro se apresenta – esta neutralidade é suspeita. Tanto os veículos quanto os profissionais da mídia tem opiniões baseadas em valores culturais ou ideológicos. Logo, tem um “lado” na discussão. Na América Latina, particularmente, setores da mídia tem desempenhado um papel no jogo político local, defendendo os interesses específicos de grupos sociais ou políticos a que se alinham.</p>
<p style="text-align:justify;">Sobre o mercado norte-americano, Sérgio Lüdkte nos trouxe uma importante informação através do <a href="http://interatores.ning.com/profiles/blog/show?id=2334583:BlogPost:7081&amp;xgs=1">blog interatores </a>– 60% do jornalismo investigativo é diretamente financiado por fundações. Isto é, os grupos de interesse agora influenciam diretamente na construção de investigações que apontam ou provam o fio condutor de seu pensamento.</p>
<p style="text-align:justify;">Longe de apresentar elementos de uma “teoria da conspiração”, temos que entender a realidade do processo de informação. Ele ocorre a partir de um posicionamento e da seleção de fatos e enunciados a partir de determinadas premissas. Podemos claramente vislumbrar que isto condiciona a construção das mensagens informativas.</p>
<p style="text-align:justify;">Não estamos indicando que está em curso um  gigantesco processo de “desinformação”. Isto ocorre desde o início da imprensa e da própria existência dos meios de comunicação de massa. A novidade é outra – os cidadãos comuns, através de processos simples e muitas vezes sem custo, conseguem transmitir sua própria visão e os “fatos” conforme os enxergam. Isto porque agora podem construir espaços segmentadas a disposição de quem tem um computador e acesso à Internet – e que se tornam, no seu conjunto, instrumentos de informação para milhões de pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">Para este fato estão presentes determinados regimes políticos totalitários que pretendem limitar ou anular tal espaço de liberdade. Também se preocupam certos setores da mídia tradicional, acossados por uma crise de modelo, agora agravada pela crise econômica. </p>
<p style="text-align:justify;">Problemas existem nos espaços do “jornalismo cidadão”, desde a confiabilidade das fontes e a profundidade da abordagem até a transparência das formas materiais de sustentação. Os próprios internautas são os primeiros a reconhecerem, conforme certas pesquisas já apontaram. Mas os argumentos deste debate não podem ser pueris, como os que estão sendo apresentados pelos defensores de uma certa visão apocalíptica, que nada mais é dificuldade de compreender este momento de transição.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/brunolinhares.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/brunolinhares.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/brunolinhares.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/brunolinhares.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/brunolinhares.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/brunolinhares.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/brunolinhares.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/brunolinhares.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/brunolinhares.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/brunolinhares.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/brunolinhares.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/brunolinhares.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/brunolinhares.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/brunolinhares.wordpress.com/97/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=97&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Mito_da_Neutralidade</media:title>
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	</item>
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		<title>Crise Econômica, Mercado Publicitário e Internet</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 02:31:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brunolinhares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise Economica]]></category>
		<category><![CDATA[Internet e o futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Publicidade e Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Como todos sabem, a crise econômica causou forte impacto no mercado publicitário e as estimativas publicadas apontam para um importante declínio das despesas de propaganda em praticamente todo o planeta. De acordo com as pesquisas da ZenithOptimidia, empresa do Grupo Publicis, a queda global será de 8,5% em relação a 2008.   A distribuição desta queda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=89&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-90" title="Bebes_computador" src="http://brunolinhares.files.wordpress.com/2009/07/bebes_computador1.jpg?w=700" alt="Bebes_computador"   /></p>
<p style="text-align:justify;">Como todos sabem, a crise econômica causou forte impacto no mercado publicitário e as estimativas publicadas apontam para um importante declínio das despesas de propaganda em praticamente todo o planeta. De acordo com as pesquisas da ZenithOptimidia, empresa do Grupo Publicis, a queda global será de 8,5% em relação a 2008.</p>
<p style="text-align:justify;">  A distribuição desta queda acompanha a evolução da economia real e a performance de cada país: os Estados Unidos e a Europa, mais profundamente atingidos, despontam com redução de verbas publicitárias acima de 10%. A América Latina, pela mesma pesquisa, fica praticamente empatada. A Ásia apresenta um declínio de 5% mas a Índia e a China  crescem, sendo que a última com um acréscimo de 5,4%.</p>
<p style="text-align:justify;"> Os diversos canais de mídia também apresentam diferenças importantes. Enquanto a Internet, terceira mídia mais expressiva, tem um aumento de sua receita publicitária de 10%,  a TV e os Jornais apresentam um decréscimo de 7 e 15%, respectivamente.  Somando o efeito do próprio crescimento e a redução das outras mídias, a internet ganha 2% de aumento de share, representando hoje 12,6% de todo a propaganda no mundo.</p>
<p style="text-align:justify;"> A importância e a dimensão que hoje assume a internet colocam em discussão a realização de ações integradas, que envolvam mais de um canal de mídia. Embora a maioria dos profissionais de marketing acredite na importância de ações multicanal – recente pesquisa realizada pela TNS indica que 67% dos pesquisados já realizam, pelo menos ocasionalmente, este tipo de ação publicitária, existem sérios empecilhos para o incremento do uso conjunto da Internet e das mídias tradicionais.</p>
<p style="text-align:justify;"> Uma questão essencial é a criação de métricas comuns, que permitam a comparação do seu efeito nas mesmas bases. Uma proposta que causa polêmica é a adoção de um dos mais tradicionais indicadores de eficácia de mídia: o GRP. Ao adotá-la como uma das métricas para a internet, segundo os defensores da idéia, seria possível perceber o efeito direto das ações sobre as marcas, sob um critério único, além de aproximar a web do modelo usado por grandes marcas.  É claro que o sistema de métricas para a web tem outras dimensões muito importantes – como espaço multidirecional e de alta mensurabilidade, outros fatos e outros “feed backs” serão percebidos com exclusividade na rede. Mas isto não diminui a necessidade do estabelecimento de um “denominador comum”.</p>
<p style="text-align:justify;"> A Internet já começa a atingir sua maturidade enquanto meio de difusão de mensagens publicitárias. Já não é um espaço para simples experimentos. É hora de tratá-la como coisa de gente grande – tanto do ponto de vista das marcas quanto dos profissionais envolvidos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/brunolinhares.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/brunolinhares.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/brunolinhares.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/brunolinhares.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/brunolinhares.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/brunolinhares.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/brunolinhares.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/brunolinhares.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/brunolinhares.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/brunolinhares.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/brunolinhares.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/brunolinhares.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/brunolinhares.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/brunolinhares.wordpress.com/89/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=89&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Nós, os Macacos (ou como blogs, MySpace, Youtube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores)</title>
		<link>http://brunolinhares.wordpress.com/2009/05/11/nos-os-macacos-ou-como-blogs-myspace-youtube-e-a-pirataria-digital-estao-destruindo-nossa-economia-cultura-e-valores/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 17:38:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brunolinhares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Internet e o futuro]]></category>

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		<description><![CDATA[A polêmica sobre o futuro da comunicação e os impactos causados pela ampliação da participação dos usuários na criação de conteúdo continua intensa. A opinião de jornalistas, profissionais especializados em Internet e, agora, atuantes da “blogsphera” enriquecem o debate, que ganhou cores dramáticas a partir da crise da mídia impressa com o desaparecimento – principalmente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=81&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-82" title="Nos_os_macacos2" src="http://brunolinhares.files.wordpress.com/2009/05/nos_os_macacos23.jpg?w=150&#038;h=116" alt="Nos_os_macacos2" width="150" height="116" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><br />
A polêmica sobre o futuro da comunicação e os impactos causados pela ampliação da participação dos usuários na criação de conteúdo continua intensa. A opinião de jornalistas, profissionais especializados em Internet e, agora, atuantes da “blogsphera” enriquecem o debate, que ganhou cores dramáticas a partir da crise da mídia impressa com o desaparecimento – principalmente nos EUA &#8211; de vários veículos tradicionais e importantes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Publicado há mais de dois anos, agora chega ao Brasil o controverso livro de Andrew Keen, com o sugestivo nome de “O Culto do Amador – como blogs, MySpace, Youtube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Li o livro, na versão publicada pela Zahar no Brasil, com atenção e cuidado que merece. Devo classificá-lo como uma peça de um momento muito particular na História recente &#8211; é um livro da era G. W. Bush (foi publicado em 2007, nos EUA), marco do pensamento conservador em diversos campos do conhecimento e da ação política e institucional ocidental. É, como explícito no próprio título, um libelo em defesa da “economia, cultura e valores” tradicionais norte-americanos, o que quer que isto venha a significar neste momento em que tudo balança a partir dos efeitos da crise econômica.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O livro se compõe a partir de alguns axiomas essenciais: (1) A “democratização” representada pela participação pública na criação do conteúdo coloca em risco os padrões culturais, os valores morais e as instituições que produzem notícias e a mídia “livre”; (2) Esta derrocada seria causada pela substituição dos “especialistas” que produzem o noticiário e a crítica, assim como os produtores de cultura de maneira geral, que passam a ter o seu espaço ocupado por amadores que invadem com mensagens fracas, distorcidas e indevidas os corações e a mente dos usuários; (3) Não há modelo econômico viável para a difusão de informações na Internet, o que irá causar a destruição das empresas de comunicação e a demissão de profissionais, deixando a sociedade a mercê da ação dos amadores; (4) A inexistência de proteção quanto aos direitos autorais de obras em geral – música, filmes, livros &#8211; na Internet também irá propiciar um rebaixamento sem precedentes do nível da produção artística e cultural.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O autor identifica a causa de todo o “Mal”: é a “Web 2.0”, termo muito em voga na época do lançamento do livro. Na verdade, Keen mistura uma série de fatores, problemas, tendências e questões para construir um modelo ideológico “anti Web 2.0” no melhor estilo de “evangelistas” dedicados a combater um poderoso inimigo. Que este inimigo não tenha uma face real nem contornos precisos só demarcam o caráter do discurso apresentado. Alguns conservadores, sejam os de origem religiosa ou política, buscam “demonizar” atitudes ou comportamentos que discordam e demonstram o medo profundo de transformações decorrentes de fatores econômicos, sociais ou tecnológicos. É neste tipo de quixotismo que o pensamento de Keen se inscreve.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Mas não o quixotismo cândido do herói “De La Mancha” – seu discurso está eivado de um profundo elitismo e de grave preconceito. Já na Introdução, o autor lança uma metáfora que irá seguir-nos durante todo o livro – a dos macacos, tomado emprestado de T.H.Huxley. O biólogo, avô de Aldous Huxley, teria lançado um teorema segundo o qual seria possível a criação de uma obra prima se fosse fornecido um número infinito de máquinas de escrever para um número infinito de macacos. Pois chegamos ao paralelo com a situação de hoje : “<em>A mídia antiga está ameaçada de extinção &#8230; o que tomará o seu lugar serão os novos e incrementados mecanismos de busca, os sites de redes sociais e os portais de vídeo da Internet</em>”. Logo, “<em>os macacos assumem o comando. Diga adeus aos especialistas e guardiões da cultura de hoje &#8230; os macacos é que dirigirão o espetáculo</em>”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">À idealização da “pureza” de intenções e a qualidade intrínseca dos veículos da grande mídia, soma-se o preconceito contra a criação do conteúdo por pessoas que não tem relações de trabalho com este tipo de organização. É colocado intencionalmente no mesmo saco um conjunto muito diferente de mensagens postadas por usuários, sejam as comunicações particulares entre pessoas e grupos, os blogs de cronistas independentes, os veículos desenvolvidos por organizações jornalísticas que atuam na Internet e os espaços criados por grupos de interesse específico.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Para Keen, não existe manipulação e tráfico de interesses nos veículos da mídia tradicional, já que os “<em>sábios</em>” que as dirigem são imunes a estes fatores ou criaram mecanismos de proteção muito adequados. Também não foram identificados graves problemas de qualidade no conteúdo dos veículos off line. No mundo róseo do passado, temos profissionais impolutos e bravos defensores da cultura e dos valores tradicionais, com sua neutra, não ideológica, edificante e economicamente válida criação de conteúdo. Na Internet atual, pululam “<em>macacos</em>”, com suas mensagens tolas e vazias ou factualmente erradas e intencionalmente distorcidas. Já não ouviram isto, de outra forma, em outro contexto?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Se devemos perceber o quanto a marcação ideológica condiciona o conjunto da obra, vale a pena, sob uma ótica menos “enquadrada” discutir uma série de fatos e problemas abordados. Tanto o modelo econômico a ser desenvolvido para sustentar os veículos de comunicação, como o problema da ética e dos riscos da manipulação e sem dúvida a questão dos direitos autorais necessitam da articulação entre a sociedade civil, os “players” de mercado e as autoridades para que sejam equacionados. Porque toda a transformação tecnológica ou econômica de caráter profundo traz conseqüências para a vida das pessoas e para o funcionamento da sociedade. Discutir e tratar essas questões, de preferência com um olhar aberto e a mente livre, podem ajudar a tornar seus efeitos mais benéficos e positivos.</span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/brunolinhares.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/brunolinhares.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/brunolinhares.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/brunolinhares.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/brunolinhares.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/brunolinhares.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/brunolinhares.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/brunolinhares.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/brunolinhares.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/brunolinhares.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/brunolinhares.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/brunolinhares.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/brunolinhares.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/brunolinhares.wordpress.com/81/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=81&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Irá a Internet eliminar o Jornalismo ?</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 18:33:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brunolinhares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação e Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Economica]]></category>
		<category><![CDATA[Internet e o futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Publicidade e Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[A crise econômica, somada ao crescimento da Internet, lança os jornais e revistas em uma crise sem precedentes. Isto se verifica principalmente nos Estados Unidos, onde nos últimos meses um número assustador de veículos encerrou suas atividades.   A causa imediata é a redução das despesas dos anunciantes em jornais, que nos EEUU sofreram uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=brunolinhares.wordpress.com&amp;blog=2997089&amp;post=67&amp;subd=brunolinhares&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-68" title="jornalista_alucinado" src="http://brunolinhares.files.wordpress.com/2009/04/jornalista_alucinado.jpg?w=121&#038;h=96" alt="jornalista_alucinado" width="121" height="96" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">A crise econômica, somada ao crescimento da Internet, lança os jornais e revistas em uma crise sem precedentes. Isto se verifica principalmente nos Estados Unidos, onde nos últimos meses um número assustador de veículos encerrou suas atividades.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">A causa imediata é a redução das despesas dos anunciantes em jornais, que nos EEUU sofreram uma queda de 16,6% da receita publicitária em 2008, se comparado com o ano anterior. Já em suas versões on line a redução foi de 1,8%, bem menor do que em suas edições impressas – contemplados com um decréscimo de 17,7%, segundo as informações fornecidas pela Newspaper Association of América. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Mas, para além da aguda crise econômica, essencialmente o fenômeno se caracteriza com uma redução drástica de leitores da mídia impressa, principalmente os mais jovens, que recorrem cotidianamente à Internet como fonte de informação. E o fazem gratuitamente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Essa crise não ocorre exclusivamente nos EEUU. Embora no Brasil, segundo dados fornecidos pelo IAB/Brasil, os jornais tenham tido um crescimento de 10% em suas receitas publicitárias em 2008, mundo afora os meios jornalísticos vivem um período de forte apreensão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Todo esse nervosismo que atinge as redações e assola os gabinetes de direção, já extravasa para as ruas como uma polêmica sobre alternativas para superação da crise. Através das páginas dos veículos impressos e também pela Internet.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Em fevereiro deste ano, Walter Isaacson, ex-editor da Revista Times, apregoou em artigo (que li gratuitamente na Internet : <a href="http://www.huffingtonpost.com/walter-isaacson/a-bold-old-idea-for-savin_b_164039.html">http://www.huffingtonpost.com/walter-isaacson/a-bold-old-idea-for-savin_b_164039.html</a>) a necessidade de revisão do modelo de negócios dos atuais jornais on line, que deveriam passar a cobrar pelo conteúdo. Faz um paralelo com produtos de consumo, como a música vendida através do iTunes ou os livros digitais da Amazon. Preocupa-se Isaacson com o futuro do Jornalismo, que seria inviabilizado sem a ampliação das fontes de receita, sinalizando grave perigo para a democracia e o “american life style”. O jornalista também se preocupa com a isenção do conteúdo, colocada em risco com a ampliação da dependência para os anunciantes, única fonte de receita pelo atual modelo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">No final de Março, durante um seminário realizado pela FGV-RJ, a mesma polêmica posição aparece através de Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do Estadão. Para Gandour, a melhor alternativa é o fechamento das edições on line, que deveriam passar a ter seu conteúdo cobrado dos internautas. No que foi contraposto pelo Diretor de redação de O Globo, Rodolfo Fernandes, que diz não acreditar que os usuários iriam aceitar esses novos encargos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Em minha opinião, temos uma clássica crise de modelo, causada pelas profundas transformações tecnológicas que estamos acompanhando. As necessidades básicas de difusão da informação e de idéias não só permanecem como se acentuam a partir da construção da “Aldeia Global”, agora claramente configurada. O número de consumidores de informação tem crescido e passam a ter acesso a uma ampla gama de alternativas para obter notícias e entretenimento através da web e de outros meios virtuais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O que ocorreu foi a ampliação do acesso aos meios de difusão. Se antes para emitir mensagens que pudessem chegar a milhares de pessoas, se não a milhões, era necessário um aparato material oneroso e complexo, agora os criadores de conteúdo têm à sua disposição diversos meios simples de divulgação. Os sites especializados ou alternativos, os blogs e microblogs, as mídias sociais, os comentários e recomendações em veículos e espaços da web, as “velhas” redes por email estão aí e são usadas por centenas de milhares de pessoas para transmitir o que desejam e são acessadas por dezenas de milhões de interessados. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Justamente por esta perda de controle sobre os meios de difusão, será impossível para os veículos criar um modelo de cobrança.<span>  </span>A Internet tem essa característica de gratuidade, impressa em seu DNA. Seria suicídio para os grandes veículos, como bem percebeu Fernandes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Por ridículo que pareça a proposta de Isaacson, principalmente quando defende a extensão da cobrança para o conjunto dos veículos da Internet, inclusive blogs, parte de suas preocupações são relevantes. Como manter uma estrutura que garanta a qualidade da informação e a abrangência da cobertura ? Como blindar a mídia contra eventuais pressões de anunciantes e patrocinadores ? Mas essas não são questões exatamente novas, e tais riscos não ocorrem somente quando a receita vem, na maior parte, de anunciantes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Um novo modelo está sendo gestado. Outra configuração para os meios de informação ganhará corpo. Suas características serão a maior dispersão dos criadores de conteúdo e a ampliação da participação do publico nesta criação. Seu contorno e suas características, inclusive quanto aos formatos de sustentação financeira, ainda não podem ser totalmente vislumbrados, mas teremos surpresas e novidades. A Humanidade tem passado por isto há séculos, em toda transformação tecnológica de peso. Só uma coisa me parece claro – o Jornalismo e a difusão da informação não irão acabar, muito pelo contrário.<span>  </span></span></span></p>
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